Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 12, 1-8
- Aleluia, Aleluia,
Aleluia!
- Minhas ovelhas escutam minha
voz, eu as conheço e elas me seguem (Jo 10, 27)
Proclamação do
Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus:
1Naquele tempo, Jesus
passou no meio de uma plantação num dia de sábado. Seus discípulos tinham fome e
começaram a apanhar espigas para comer. 2Vendo isso, os fariseus disseram-lhe:
'Olha, os teus discípulos estão fazendo, o que não é permitido fazer em dia de
sábado!' 3Jesus respondeu-lhes: 'Nunca lestes o que fez Davi, quando ele e seus
companheiros sentiram fome? 4Como entrou na casa de Deus e todos comeram os pães
da oferenda que nem a ele nem aos seus companheiros era permitido comer, mas
unicamente aos sacerdotes? 5Ou nunca lestes na Lei, que em dia de sábado, no
Templo, os sacerdotes violam o sábado sem contrair culpa alguma? 6Ora, eu vos
digo: aqui está quem é maior do que o Templo. 7Se tivésseis compreendido o que
significa: 'Quero a misericórdia e não o sacrifício', não teríeis condenado os
inocentes. 8De fato, o Filho do Homem é senhor do sábado.'
- Palavra da
Salvação.
- Glória a Vós, Senhor
Comentário do dia Homilia atribuída a São
Macário
(?-390) Monge do Egipto - Homília
35
«O Filho do Homem até do Sábado é Senhor»
Na Lei dada através de Moisés, [...] Deus
ordenava a todos que descansassem e que não fizessem qualquer trabalho ao
Sábado. Mas isto era «imagem e sombra» (Heb 8,5) do verdadeiro Sábado, que é
atribuído à alma pelo Senhor. Efectivamente, a alma que foi julgada digna do
verdadeiro Sábado deixa de se dedicar às suas preocupações indignas e
mesquinhas, e descansa delas, celebrando o verdadeiro Sábado e gozando do
verdadeiro descanso, liberta de todas as obras das trevas. [...]
Outrora, estava prescrito que até os animais
privados de razão descansassem ao Sábado: o boi não devia ser sujeito ao jugo
nem o burro transportar carga, porque até os próprios animais repousavam dos
trabalhos penosos. Vindo até nós e dando-nos o verdadeiro e eterno Sábado, o
Senhor trouxe o descanso à alma que andava carregada e oprimida com o peso do
pecado e que, sob coação, realizava obras de injustiça, sujeita que estava a
cruéis senhores. Ele aliviou-a do peso intolerável das ideias vãs e miseráveis,
livrou-a do jugo amargo das obras da injustiça, e deu-lhe o descanso.
Com efeito, o Senhor chama o homem ao
descanso dizendo-lhe: «Vinde a Mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e
aliviar-vos-ei» (Mt 11,28). E todas as almas que confiam e se aproximam dele
[...] celebram um Sábado verdadeiro, delicioso e santo, uma festa do Espírito,
numa alegria e num júbilo inexprimível; e rendem a Deus um culto puro que Lhe
agrada, porque vem dum coração puro. Esse é o Sábado verdadeiro e
santo.